sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Qual modelo e Sua CB

Como identificar cada CB? 
O que significa CB? 




CB – A Honda iniciou a produção de motos em 1947. Eram modelos rudimentares, bicicletas com motores. Estes motores serviram ao exército japonês durante a II Guerra Mundial, como geradores de energia. Como o mercado precisava de um veículo barato e econômico a fábrica prosperou. Depois da década de 50, os modelos já são considerados muito evoluídos. Assim surge a primeira CB, a CB 72, de 250 cc, em 1960. Era bicilíndrica com partida elétrica e acabamento de primeira! Em 1963 surge a CB 77, de 300cc, igualmente famosa. A sigla CB, corre o boato que significa Citzem Band, ou faixa cidadão, frequência de rádio de comunicação pessoal, mania entre os norte americanos na época. Só se consagraria mundialmente em 1969, com o lançamento daCB 750 Four. Depois disto surge uma infinidade de modelos com esse nome, de um, dois, quatro e até seis cilindros!! Entre eles esta a nossa CB 400, apelidada na Europa de CB 400N, e nos Estados Unidos de CB 400 Dream.






CB I – É a CB 400 normal de linha, fabricada de junho de 1980 (ainda importada) até dezembro de 1983, já nacionalizada. Até meados de 1983 era equipada com as rodas DID japonesas, as famosas “rodas estrela”, pinças de freio TOKIKO, assim como o burrinho de freio. Os meses finais de 1983 a moto já vinha com rodas SCORRO nacionais, e sistema de freios já da CB 450. Esse modelo ficou conhecido como CB ’83 e meio.

A Honda estava certa ao destacar o motor em sua publicidade: além de silencioso, trazia a inovação das três válvulas por cilindro e desenvolvia 40 cv de potência, para um desempenho muito acima das out

A primeira CB 400, em 1980: linhas modernas e imponentes, ciclística eficiente e um rodar confortável, apesar do guidão baixo
CB II – Surge em 1981, nas cores Dourada e Bordô. As rodas eram ainda as “estrelas” mas diferem dos modelos normais. Também tinham dois discos dianteiros de menor diâmetro, canelas da suspensão polidas e outros pequenos detalhes diferentes. O guidão era mais alto e custava pouco mais que a CB I. Também em meados de 1983 ganha a novas rodas nacionais, desta vez igual à CB normal, mas continua com os dois discos dianteiros. Foi produzida também na cor preta. Assim como a CB I, sai de linha em dezembro de ’83.

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Clique para ampliar a imagemMesmo com a chegada da XL 250R, em 1982, ela permanecia soberana no mercado. O modelo 1983, na foto, ganhava rodas de seis raios duplos e pára-lama dianteiro na cor da moto



Pintura dourada, guidão mais alto e freio dianteiro a disco duplo marcavam a versão 400 II, lançada já em 1981. As idas e vindas dos discos seriam uma freqüente na história da CBClique para ampliar a imagem

TUCUNARÉ – É a última CB 400. Fabricada apenas em 1984 nas cores azul, preta e vermelha. Basicamente era a CB 400 ’83 e meio com as carenagens da nova 450 Esporte. Painel, rabeta, pára-lama, banco, etc., tudo da 450. Fica só um ano em produção, talvez eram sobras de estoque de 400 já produzidas que a Honda remodelou e despejou no mercado, já que esse modelo só existiu no Brasil. O apelido Tucunaré ainda é um mistério...

Clique para ampliar a imagem"Tucunaré": o peixe da Amazônia foi o apelido da nova CB 400, remodelada na linha 1984 ao estilo das versões 450. Uma oferta que durari apen
Custon – É a CB 450 que substituiu a 400 II. Seu acabamento era primoroso e poucos exemplares foram feitos. Muitas peças cromadas, rabeta de designer diferente, mas o mesmo motor da 450 Esporte. Priorizava o conforto em viagens e não a esportividade. Foi produzida até fins de 1985, e ressurge sob encomenda depois de 1988, tanto que tem modelos do ano 1994!

Guidão alto, rabeta de desenho exclusivo, muitos cromados: o estilo clássico e ao gosto americano da 450 Custom. Em 1987, esta e as demais versões eram unificadas em uma simples 450 TR
Esporte – A grande evolução! Três discos de freio, com o traseiro superdimensionado, motor de 450 cc e radiador de óleo, pequena bolha dianteira, entre outros recursos. Foi fabrica entre 1984 e início de 1986. O modelo ressurgia em fins de 1987 com o nome DX, sendo então produzida até 1994.
Clique para ampliar a imagemJunto do aumento de cilindrada vinham as versões Custom e Esporte (na foto uma 1986). Esta trazia carenagem de farol, pintura mais ousada e motor em preto-fosco, mas seu desempenho era o mesmo da outra
Standart – É a CB 400 normal com motor da 450. Apenas um disco de freio para esse modelo. Por ser a mais em conta foi também a mais vendida. Substituiu a 400 Tucunaré e foi fabricada em 1985 e início de 1986.
TR – É a CB Standart com o guidão alto da Custon e a alça para garupa da Esporte. Um disco de freio e acabamento simples. O surgimento desse modelo é explicado pela conjuntura econômica. Época de Plano Cruzado e inflação congelada por decreto, foi uma saída da Honda manter o preço e ganhar mais dinheiro com um produto mais barato de se fazer. Grosso modo o mesmo dinheiro que se pagava por uma Esporte agora comprava esta moto bem mais simples. A atitude da fábrica foi muito criticada e em início de 1987 a produção da DX com mais recursos tem início, ou seja, a TR só durou um ano. Mesmo assim os grafismo exclusivos fazem desse modelo muito bonito.
Honda-CB_450DX-1992.jpg (760×497)
Nelson Piquet – Série especial produzida em Março e Abril de 1986, como homenagem ao campeão de fórmula 1. Basicamente é a 450 Esporte (já descontinuada) com novas cores e sistema de escape todo negro, bem como as rodas. Especula-se que foram feitas apenas 200 unidades, o que torna a moto bem rara. Seguramente é mais valorizada por conta disso!

Série limitada: ao encerrar a produção da 450 Esporte, a Honda ofereceu por dois meses uma edição especial nas cores do Williams de Fórmula 1 de Nélson Piquet
CBR 450 – Não devia figurar aqui, já que o R de seu nome indica a esportividade desse modelo. Mas lembrem-se: é o mesmo motor da 450 com pequenas alterações no cabeçote, comandos e carburadores. Só!! E como anda!! Assim podemos dizer que é a mais esportiva de nossas amadas Cbezonas.


Aproveitando o que a CB tinha de bom, o motor, a Honda lançava em 1989 a CBR 450 SR. Com estilo, quadro e suspensões muito modernos, tornou-se referência em comportamento dinâmicoClique para ampliar a imagem


Bom estas são as siglas de nossas motos. Entre 1994 e 1997 ficaria praticamente sem representantes no Brasil, apenas as pequenas nacionais CBX 200 e as importadas CBR. Em 1998 surgiria a CB 500 com o mesmo conceito das finadas 450 DX,
Guidão alto da Custom, três discos de freio, solidez, durabilidade: a CB 450 DX foi exemplo de longevidade em um mercado já invadido pelas importadas mas aí já é outra história...



Ficha tecnica dos brinquedos 

Ficha técnica
_CB 400 (1980)CB 450 DX (1988)
MOTOR
Cilindros2 paralelos, 4 tempos
Comando e válvulas por cilindrono cabeçote, 3
(2 de admissão, 1 de escapamento)
Refrigeração / partidaa ar / elétrica
Diâmetro e curso70,5 x 50,6 mm75 x 50,6 mm
Cilindrada395 cm3447 cm3
Taxa de compressão9,3:19,1:1
Potência máxima40 cv a 9.500 rpm43,3 cv a 8.500 rpm
Torque máximo3,2 m.kgf a 8.000 rpm4,3 m.kgf a 6.500 rpm
Alimentação2 carburadores de 32 mm
CÂMBIO
Marchas6 / transmissão por corrente
FREIOS
Dianteirosa discoa disco duplo
Traseirosa tambora disco
CICLÍSTICA
QuadroDiamond, motor estrutural, de aço
Suspensão dianteira/traseiratelescópica / duas molas
Pneu dianteiro/traseiro3,60 S 19 / 4,10 S 18
DIMENSÕES
Comprimento2,095 m2,07 m
Largura730 mm845 mm
Entreeixos1,395 m
Altura do banco795 mm
Capacidade do tanque17 l17,5 l
PesoND177,5 kg
DESEMPENHO
Velocidade máxima160 km/h
Aceleração de 0 a 100 km/h7 s
Dados de desempenho aproximados; ND = não disponível



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